Esse é o Social Futebol Clube, um clube brasileiro de futebol, da cidade de Coronel Fabriciano, Vale do Aço, no estado de Minas Gerais. Manda seus jogos no Estádio Louis Ensch, com capacidade atual para 2.290 espectadores, conforme a Federação Mineira de Futebol (FMF).
Em 1920, o Antigo Calado, hoje o centro de Coronel Fabriciano, sediava escritórios de duas empresas, a Estrada de Ferro Vitória a Minas e a Cia. Belgo-Mineira. A Belgo-Mineira tinha suas tradições na cor azul. A pintura de seus veículos e de suas casas eram nessa tonalidade. A.E.F.V.M, por sua vez, tinha como cores o verde, o vermelho e o amarelo, que estavam estampados em suas locomotivas "maria-fumaça". Assim, surgiram duas equipes de futebol, sendo um time amarelo da ferrovia conhecido como Ferroviário e um time azul sendo o da Belgo-Mineira.
Por volta de 1930, o povo de Calado resolveu juntar os dois times. O primeiro nome escolhido foi Sociedade. No início da década de 1940, surgiu a ideia de Social Futebol Clube, nome registrado e oficializado em 1 de outubro de 1944. As cores preto e branco da camisa substituíram os tons azul e amarelo. A nova camisa era inspirada nas cores do Santos FC. Inclusive, o modelo do escudo do Social originou-se também do escudo do Santos, aproveitando as iniciais SFC. O escudo seria substituído mais tarde.
Durante as décadas de 1950 e 1960 o Social desponta como uma forte equipe no futebol amador regional, fazendo frente ao Acesita EC e à USIPA, equipes que contavam com grande apoio das siderúrgicas de Coronel Fabriciano. Em 1964, a emancipação de Timóteo e Ipatinga acirra a rivalidade entre os times.
Neste período a diferença entre amadores e profissionais não era tão grande quanto atualmente e o Campeonato Mineiro estava praticamente restrito à Região Metropolitana de Belo Horizonte. O Futebol Amador na região que viria a ser o Vale do Aço era, portanto, forte e popular. O Social disputou torneios e amistosos contra grandes clubes da época, como o Siderúrgica de Sabará e o Metalusina de Barão de Cocais, vencendo muitas vezes. Jogou contra diversas equipes, principalmente do Leste e Centro de Minas, mas também do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.
A partir da década de 1970 o futebol profissional ganha força, ofuscando o amador. Surge então o projeto de levar o Social ao profissionalismo, embora tal projeto só viesse a ser duradouro a partir de 1995.
O clube manteve-se como amador até a década de 80, tendo uma frustrada participação no Torneio de Acesso de 1981. Depois de outra frustração em 1991, quando disputou a Segunda Divisão, o Social paralisou quase totalmente suas atividades, mesmo amadoras, para se concentrar na reforma de seu estádio e só retornou ao profissionalismo em 1995. Foi campeão com uma campanha tranquila, superando equipes como Ribeiro Junqueira, Ipiranga de Manhuaçu, Ateneu e o Montes Claros.
Em 1996, disputou o Módulo II do Campeonato Mineiro. A classificação para o Módulo I do Campeonato Mineiro foi conquistada com vitórias sobre o Ideal FC, o CA Patrocinense, o Araxá EC e o Tupi FC. A vitória mais marcante foi o 2 a 0 sobre o Uberaba SC, em pleno Uberabão, no Triângulo Mineiro. Logo depois, carimbou o passaporte para a Primeira Divisão com uma sensacional vitória sobre o Montes Claros FC, por 2 a 1, em Coronel Fabriciano.
Em 1997, o Saci fez uma campanha memorável. Ficou em quarto lugar na primeira fase. Passou pelas quartas de final e chegou às semifinais, onde disputou o jogo mais emocionante de sua história, contra o Villa Nova AC. A partida ficou marcada por permitir que um clube do interior disputasse a final após mais de 30 anos. No final, o Social ficou à frente do Atlético Mineiro, em terceiro lugar. O técnico da equipe era José Ângelo "Preca".
Ainda no mesmo ano, o Saci disputou seu primeiro Campeonato Brasileiro da Série C. Apesar da eliminação na segunda fase, resultados históricos foram obtidos, como a vitória de 2 a 1 sobre a Inter de Limeira, campeã paulista de 1986, e 4 a 0 sobre o Villa Nova AC, vice-campeão mineiro do mesmo ano.
No Campeonato Mineiro de 1998 o Saci fez uma campanha modesta, ficando em sétimo lugar. O time foi eliminado nas quartas-de-final pelo Cruzeiro EC. Já em 1999, o Social sofreu a maior frustração de sua história, sendo rebaixado para o Módulo II.
Em 2000, a campanha foi fraca e o time ficou em sétimo lugar no Módulo II. Em 2001, o resultado foi melhor e a equipe se classificou para o hexagonal final, mas terminou o campeonato em quarto e permaneceu no Módulo II. Em 2002 conseguiu o retorno ao Módulo I como vice-campeão do Módulo II, mantendo-se no Módulo I em 2003.
Foi novamente rebaixado em 2004. Quase subiu em 2005, quando ficou em quarto, mas teve uma campanha ruim em 2006 sem classificar para o Hexagonal Final do torneio. Após três anos no Módulo II, o clube retornou ao Módulo I ao se sagrar campeão em 2007, mantendo-se em 2008. Em 2009, porém, fica em 11º, penúltimo, sendo novamente rebaixado. O clube decidiu não disputar o Módulo II 2010 e voltou em 2011 para a disputa da Segunda Divisão, torneio que não disputava desde que fora campeão, em 1995. Foi vice-campeão da Segunda Divisão de 2011, garantindo o acesso ao Módulo II de 2012 Em 2018 o Social foi rebaixado para a Segunda Divisão após ser goleado pelo Tricordiano por 4 a 1. Em 2019, o clube se comprometeu a disputar a Segunda Divisão, mas desistiu de última hora. A Federação Mineira de Futebol suspendeu a equipe por dois anos e ainda aplicou uma multa.
Desde então a equipe disputa a segunda divisão mineira (na prática, a terceira divisão do estado).
Nossa nova versão foi montada em lentes de 45mm e arte baseada em um modelo antigo, com o escudo da época.
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