Esse é o Guaratinguetá Futebol Ltda, foi um clube brasileiro de futebol da cidade paulista de Guaratinguetá. Em 2004, foi o primeiro clube brasileiro a ser formalmente uma empresa privada esportiva.
Em 1998 foi fundado com o nome de Guaratinguetá Esporte Clube, carinhosamente conhecido como Guará. Nos primeiros anos do clube, o Guará fez parceria com a CSR Futebol e Marketing, empresa era comandada pelos ex-atletas César Sampaio e Rivaldo, que administrou o futebol da agremiação.
Disputou sua primeira competição profissional em 2000 na Campeonato Paulista da Série B2 (equivalente à quinta divisão estadual), e terminou na quinta colocação, não conseguindo subir para a quarta divisão. No fim deste ano, César Sampaio e Rivaldo organizaram um jogo festivo no estádio Dario Rodrigues Leite para comemorar o primeiro ano do clube entre as equipes profissionais.
Já em 2001, quando tinha no elenco Marcinho Guerreiro (jogador que ficaria conhecido em 2004 jogando pelo Palmeiras), a equipe terminou na terceira posição e subiu para o Campeonato Paulista - Série B1
Logo em sua estreia em 2002, a agremiação terminou como vice-campeã, conseguindo assim, o acesso para a Série A3. No ano seguinte, o time disputa o Campeonato Paulista Série A3 e não passa da primeira fase.
Em 2004, chega ao clube o empresário Sony Douer, da empresa Sony Sports para gerenciar o futebol no clube ao lado do presidente Carlos Arini, e o Guaratinguetá Esporte Clube muda o nome para Guaratinguetá Futebol Ltda. Assim, o time terminou o campeonato na terceira colocação e conseguiu o acesso para o Campeonato Paulista - Série A2 de 2005.
Em sua estreia na Série A2 daquele ano, o time terminou na 17ª colocação e, por pouco, não foi rebaixado. Já em 2006, veio a redenção: o Guará mantém a regularidade até o fim e, com um empate por 1x1 contra o Barueri jogando fora de casa, termina o campeonato na quarta posição e consegue o acesso para a elite do futebol paulista.
Em 2007, disputa pela primeira vez a Primeira Divisão (ou Série A-1) do Campeonato Paulista de Futebol, tentando alcançar os feitos da Associação Esportiva Guaratinguetá, extinto clube da cidade. Logo em sua estreia na Série A1 em 2007, o time consegue o título de Campeão do Interior contra o Noroeste jogando em Bauru.
Em 2008, feito ainda maior: o clube tem a melhor campanha na primeira fase comandado pelo camisa 10 Michael e consegue a classificação para as semifinais do campeonato estadual e a vaga na Copa do Brasil de 2009. Na semifinal, a equipe enfrenta a Ponte Preta e é eliminada após perder as duas partidas (1x0 fora, e 2x1 em casa). Depois, ainda em 2008, o time participa pela primeira vez de um torneio nacional, no Campeonato Brasileiro da Série C. Mesmo não jogando em seu estádio (no qual o gramado estava sendo reformado), faz uma boa campanha e termina na nona colocação de 64 equipes participantes, não conseguindo o acesso, porém com vaga garantida na Série C do ano seguinte, que seria disputada por 20 clubes.
Em 2009, o Guará vai mal no Campeonato Paulista e termina o certame na 17ª posição, sendo assim, rebaixado para a segunda divisão. Na Copa do Brasil, o time passa pelo Caxias vencendo por 2x0 em casa, e perdendo de 2x1 fora. Depois, pega o Atlético Mineiro e empata em casa por 2x2 e perde por 2x0 fora, sendo assim, eliminado da competição. Contudo, no Campeonato Brasileiro da Série C, veio a redenção: o time venceu todas as partidas no Ninho da Garça na primeira fase e foi enfrentar novamente a Caxias para decidir vaga na Série B. Com uma vitória em casa por 2x0 e empatando fora por 1x1 (com gol do lateral-esquerdo Edu Pina) no dia 16 de agosto de 2009, a equipe conseguiu o acesso ao Campeonato Brasileiro da Série B de 2010. Na semifinal, o time enfrentou o América Mineiro, com uma vitória em casa por 2x1 e uma derrota fora pelo mesmo placar, a decisão foi para os pênaltis e o time foi eliminado. Mas, a vaga na Série B já estava garantida.
No dia 25 de abril de 2010, o time vence o União São João de Araras no Estádio Dario Rodrigues Leite por 4x1, em jogo válido pela Série A2 do Campeonato Paulista, e consegue o acesso de volta à Série A1 do Campeonato Paulista de 2011.
Em 2010, disputou o Campeonato Brasileiro - Série B devido ao acesso obtido na Série C em 2009 ao chegar em 3º lugar.
Em 2011, já na nova sede em Americana/SP, o clube agora se chama Americana Futebol e fez uma campanha razoável na sua volta ao Campeonato Paulista. Mas sua melhor campanha nesta temporada foi no Campeonato Brasileiro - Série B onde fez uma ótima campanha estando a várias rodadas no G-4, mas sem conseguir o tão sonhado acesso.
Apesar do excelente desempenho neste novo ano, 2011 também marcou o começo do fim do time. Assim como outros times que se mudaram de cidade, como o Ipatinga/Betim e o Grêmio Barueri/Grêmio Prudente, a mudança para Americana se provou má para o time a longo-prazo. Quando o time voltaria para Guaratinguetá, a relação entre time e torcida já estaria rompida, o que explica a péssima média de público em seus campeonatos.
Em 2012, o clube voltou à Guaratinguetá e disputou o Campeonato Paulista de 2012. Jogando com o estádio praticamente vazio, foi rebaixado para a Série A2 na última rodada do Paulistão. No Campeonato Brasileiro - Série B também fez uma campanha de risco se livrando do rebaixamento a Série C.
Em 2013, o Guaratinguetá disputou o Campeonato Paulista - Série A2 e o Campeonato Brasileiro - Série B, onde o time acabou sendo rebaixado para a Série C. No fim do ano o empresário Sony Alberto Douer colocou o clube a venda. Havia o risco do time mudar novamente sua sede, entretanto após uma série de negociações o Guaratinguetá foi comprado por Marinho, fundador do clube, e permaneceu na cidade em 2014. No mesmo ano a equipe do Vale do Paraíba fez um Campeonato Paulista da Série A-2, muito regular e acabou terminando na 15º colocação com 21 pontos.
Em 2016, o Guaratinguetá disputou a Série A3 do Paulistão e Série C, sendo rebaixado em ambos, onde disputaria a Série D do Campeonato Brasileiro de 2017 e a Segunda Divisão do Campeonato Paulista (equivalente à quarta divisão).
Porém, em março de 2017, o clube decretou falência e pediu licenciamento das competições oficiais, alegando problemas financeiros e principalmente no calendário, visto que disputaria duas competições simultâneas.
Esse foi mais um exemplo de um clube promissor, que ao abandonar sua cidade de origem por motivos financeiros, também foi abandonado pela cidade em seu retorno. Sem nenhuma identidade, o clube que em pouco tempo quase chegou a Série A do Brasileirão teve que encerrar as atividades. Em Guarantiguetá ficou a mágoa, e em Americana o clube nem sequer é lembrado.
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